O risco invisível das identidades digitais e como abrir essa caixa-preta.
Comece contando as abas
Quantas abas estão abertas agora no seu jurídico? PJe, e-SAJ, eproc, Projudi, o sistema interno, o e-mail, a planilha de prazos. À primeira vista, a pergunta parece ser sobre navegador. Na verdade, é sobre controle.
Afinal, cada aba é um login. Cada login, por sua vez, usa uma identidade, quase sempre um certificado digital. E cada identidade é um risco que alguém precisa rastrear.
O problema começa no acesso, mas não termina nele
Ninguém coloca “certificado vencido” no orçamento do escritório. No entanto, basta um certificado vencido para travar o acesso ao tribunal no dia do prazo. O mesmo vale para um certificado usado sem que ninguém saiba por quem.
A partir daí, o problema deixa de ser de TI. Afinal, uma falha no acesso compromete o prazo. O prazo perdido, por sua vez, gera consequências em três frentes:
- Jurídica: perda de prazos, revelia e condenações.
- Reputacional: credibilidade e confiança do cliente comprometidas.
- Financeira: prejuízos decorrentes dessas condenações.
Um Judiciário digital, uma identidade por acesso
Em 2025, o Judiciário recebeu 40,9 milhões de casos novos, o maior volume da série histórica. Ainda assim, fechou o ano com 75,5 milhões de processos pendentes, segundo o Justiça em Números 2026 do CNJ. Além disso, praticamente todos são eletrônicos: 99,7% dos processos ajuizados em 2025.
Ou seja, num Judiciário digital, cada consulta, peticionamento e download passa por uma identidade digital. Por isso, os tribunais estão reagindo ao uso automatizado e desorganizado. Na prática, eles têm endurecido o acesso:
- Autenticação: o PJe passou a exigir dupla autenticação dos usuários.
- Limites de consulta: restrições de volume que variam conforme o tribunal e a periodicidade.
- Proteção contra abuso: medidas diante de padrões considerados suspeitos, como muitas tentativas com erro, consultas, downloads ou IPs diferentes.
Esse cuidado tem motivo. Nos dias 3 e 4 de julho de 2025, ataques maciços de robôs dificultaram o acesso de advogados ao PJe do TJES. Como consequência, o tribunal suspendeu os prazos processuais nesses dois dias.
Assim, cada parâmetro de acesso virou um gatilho. Consequentemente, quem acessa de forma desorganizada corre o risco de ser tratado como suspeito.

Do lado do escritório, a conta não fecha
Enquanto isso, dentro do escritório, a gestão de acessos é uma multiplicação, e não uma soma:
Pessoas × Certificados × Tribunais × Sistemas
- Pessoas: sócios, associados, estagiários e robôs.
- Certificados: A1 e A3, de pessoas e empresas, cada um com seu vencimento.
- Tribunais: PJe, e-SAJ, Projudi, eproc, cada um com sua regra.
- Sistemas: instaladores, plugins e versões diferentes.
Isso porque cada nova contratação, cliente ou tribunal não soma uma variável: multiplica as combinações de acesso. Em outras palavras, a complexidade cresce em rede. É por isso que planilha e boa vontade param de funcionar.
Três perguntas para responder em 10 segundos
Para saber se a gestão de identidades do seu jurídico é uma caixa-preta, basta um teste rápido. Primeiro, tente responder cada pergunta em 10 segundos:
- Quem usou o certificado do sócio ontem às 23h?
- Você consegue prevenir incidentes de segurança antes que eles aconteçam?
- Quantas cópias do seu A1 circulam hoje, e em quais máquinas?
Se a resposta depende de perguntar para alguém, abrir uma planilha ou olhar máquina por máquina, a gestão é uma caixa-preta. E, se a resposta demora, o risco já está operando.
O A1 tem data para acabar
Além disso, há uma virada que poucos escritórios estão olhando. Em 31 de outubro de 2024, a Resolução CG ICP-Brasil nº 211 extinguiu os certificados de assinatura A1 e A2. Ao mesmo tempo, criou o Selo Eletrônico para pessoas jurídicas.
- Pessoa física: os certificados A3 e A4 passam a ser emitidos exclusivamente para pessoas físicas.
- Pessoa jurídica: o Selo Eletrônico, em software ou hardware, ocupa o lugar do A1 de empresa.
- Prazo final: os certificados A1 só podem ser usados até 2 de março de 2029.
Como resultado, há mais segurança na ponta e mais complexidade na gestão. Em suma, a forma como o escritório guarda e usa identidades digitais vai mudar. Por isso, quem já tiver gestão centralizada vai atravessar a transição com menos sustos.
Conteúdo informativo. A aplicação das regras da ICP-Brasil a cada caso deve ser validada por advogado habilitado.
Portanto, ignorar a gestão centralizada de identidades digitais não é só um erro operacional. Na verdade, é colocar a segurança e a continuidade do escritório em risco.

O lançamento: Whom Navegador
Foi para responder a esse cenário que a doc9 lançou oficialmente o navegador do whom na Fenalaw 2026. O produto faz parte do ecossistema Whom. Dessa forma, cada operação combina os módulos de que precisa.
Um aplicativo, um login, nenhuma atualização manual
- Instalador único: um só aplicativo reúne os módulos Whom, com um nome e uma versão.
- Login único: o mesmo acesso do Whom, com código enviado por e-mail.
- Atualização invisível: módulos atualizados de forma automática e silenciosa, sem pedir senha de administrador.
O certificado só existe dentro do navegador
O ponto central é o isolamento. Isso significa que o certificado A1 fica dentro do navegador do whom e não aparece no repositório do Windows. Assim, outros programas da máquina não enxergam nem copiam a chave.
- Vários certificados, uma janela: PJe no TRT-2, e-SAJ no TJSP e eproc no TRF-4 ao mesmo tempo, cada um com seu certificado.
- Sem plugins extras: PJeOffice, WebSigner e Web PKI já vêm embutidos.
- Rastreabilidade: cada acesso fica registrado com quem, quando e qual certificado.
Vale destacar que o navegador do whom complementa a extensão do Whom, sem substituí-la. Ou seja, quem já usa a extensão segue usando.
O que a equipe sente na primeira semana
- 2FA em um clique: o código é preenchido sem precisar ligar para o titular do certificado.
- Sugestão de sistemas: digite “tjba” e veja PJe, e-SAJ e Projudi com o endereço certo.
- Limpeza de cache e diagnóstico: preso no certificado errado, um botão resolve; o relatório vai ao suporte com dados sensíveis ocultados.
- Bloqueio de URL: lista de liberação por grupo, definida pelo gestor no painel.
- Histórico exportável: quem acessou o quê, pronto para auditoria.
- doc9.IA na lateral: lê a página aberta e responde com contexto, em modo somente leitura.
- Segurança auditada: sessão revalidada, logout no servidor e execução apenas de módulos assinados.
A caixa-preta aberta
Agora, de volta às três perguntas do início. Desta vez, cada resposta cabe em 10 segundos:
- Quem usou o certificado do sócio ontem às 23h? Está no histórico de acessos, por usuário, sistema e horário.
- Dá para prevenir incidentes antes que aconteçam? Controles de acesso, bloqueio de URL e monitoramento ajudam a identificar riscos e reduzir a exposição.
- Quantas cópias do A1 circulam, e onde? Com o Whom Navegador, o certificado não fica exposto na máquina.
Quantas abas seu jurídico vai precisar em 2029?
Em resumo, o volume de processos não vai diminuir, e os tribunais vão continuar endurecendo o acesso. Além disso, o A1 tem data para sair de cena. O jurídico, portanto, vai continuar acessando todos os sistemas de que precisa. A diferença é que pode fazer isso com mais segurança, menos complexidade e controle sobre cada identidade.
Sobre o autor
Equipe doc9
Da teoria à prática
Conheça o whom.doc9 → gerenciador de certificados digitais.
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