O fim do deslumbramento
“IA não é mais diferencial.” O título de um dos painéis do primeiro dia da Fenalaw 2026 resumiu bem o clima desta terça-feira (27). Nos auditórios, a pergunta deixou de ser o que a inteligência artificial é capaz de fazer. Agora, o setor quer saber quem responde quando ela erra, como medir seu impacto e como escalar sem perder o controle.
Em paralelo, a Reforma Tributária lotou a agenda com um alerta de calendário: a transição para CBS e IBS começa em janeiro, e muitos contratos ainda não estão prontos para ela.
Gestão profissional de escritórios, disputa por diferenciação de marca e o avanço da litigância abusiva fecharam um dia que mostrou um mercado jurídico menos encantado com a tecnologia e mais preocupado em fazê-la funcionar. Ao todo, mais de 120 palestras ocuparam os palcos simultâneos do evento.

A doc9 na Fenalaw
A doc9 levou três conversas aos palcos do primeiro dia, todas sobre o mesmo ponto: tecnologia só gera valor quando vem acompanhada de dados, estratégia e segurança.
O fim da advocacia ineficiente
No palco, o CEO da doc9, Klaus Riffel, apresentou sua visão sobre como tecnologia e dados estão reinventando a forma como os escritórios de advocacia operam. A mensagem conversa diretamente com o tom do evento: eficiência deixou de ser opcional e passou a ser condição para competir.

Como blindar o contencioso contra a hiperlitigância
Alexandre Stumpf, CTO da doc9, tratou da hiperlitigância, movimento cada vez mais presente no contencioso brasileiro. Ele mostrou estratégias possíveis para que departamentos jurídicos e escritórios protejam suas carteiras nesse cenário, tema que dialoga com o debate sobre litigância abusiva que ganhou espaço ao longo do dia.

A jornada rumo às certificações ISO 27001 e ISO 27701
A DPO da doc9, Bianca Medran, e o Diretor de Atração e Retenção de Clientes, Maik Soares, conduziram uma conversa sobre o caminho da empresa em busca das certificações ISO 27001 e ISO 27701, chancelas internacionais de segurança e privacidade da informação. Em um setor que lida diariamente com dados sensíveis de clientes e processos, essa é uma pauta central para quem quer adotar tecnologia com responsabilidade.

Destaques da programação
Segurança jurídica, o papel estratégico do jurídico nas empresas e a adoção de IA em escala no setor público marcaram a agenda do dia.
Plenária de abertura: Segurança Jurídica
Três ex-ministros do STF debateram como a insegurança jurídica afeta decisões e gera custos ocultos, e quais caminhos podem trazer previsibilidade, estabilidade e confiança ao ambiente jurídico. Participaram Carlos Ayres Britto (ex-presidente do STF, TSE e CNJ), Carlos Velloso (ex-presidente do STF e TSE) e Francisco Rezek (ex-presidente do TSE, ex-chanceler e ex-juiz da Corte Internacional de Justiça da ONU). A moderação ficou com Carlos José Santos da Silva (Cajé), presidente do Conselho Diretor do CESA e sócio do Machado Meyer.
Jurídico como centro de decisão, e não de suporte
Lideranças dos setores financeiro, de seguros e de bens de consumo discutiram como posicionar o jurídico como área de decisão nas organizações. O painel reuniu Carlos Augusto Jenier (CAIXA), André Gustavo de Freitas Dutra (Electrolux Group), Antônio Rezende (Prudential do Brasil) e Julio Bueno (Banco Bradesco).
Da prova de conceito ao ecossistema de IA em escala no Poder Público
Representantes da AGU, da PGE-SP e do TCU falaram sobre a passagem de projetos-piloto de IA para iniciativas em escala. Participaram Caio Castelliano de Vasconcelos (AGU), Rafael Fassio (PGE-SP) e Wesley Vaz (TCU), com moderação de Alexandre Zavaglia Coelho, da Blankstate.ai.
Algoritmos, IA e os novos desafios do CDC
Na palestra “Quem escolhe por nós?”, Alexandre Fanti e Silmara Souza, da OAB Subseção Santo Amaro, discutiram a relação entre algoritmos, inteligência artificial e o Código de Defesa do Consumidor.
Do dado à decisão
Bruno Bartijoto, diretor jurídico da Latam Airlines Brasil, apresentou um case sobre o uso de dados na tomada de decisão e o novo papel do jurídico estratégico.
Lançamento editorial
O dia também marcou o lançamento do livro O valor da tecnologia no mercado jurídico.
O recado do primeiro dia
Se houve uma conclusão comum entre os palcos, foi esta: a tecnologia já está no jurídico, e o desafio agora é fazê-la entregar resultado com governança, segurança e responsabilidade. É exatamente nessa interseção entre dados, eficiência e proteção da informação que a doc9 tem construído sua atuação.
A Fenalaw segue nos próximos dias, e vamos continuar compartilhando por aqui os principais insights do evento. Acompanhe!
Sobre o autor
Equipe doc9
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