Aprenda a fazer cálculos trabalhistas corretos e calcule as verbas rescisórias dos seus colaboradores com conformidade à legislação.
No dia a dia, a empresa precisa dar conta de diversas tarefas e obrigações. Afinal, isso é necessário para manter o negócio lucrativo, garantir o cumprimento da lei e, ao mesmo tempo, evitar prejuízos.
Nesse contexto, a gestão dos colaboradores e o pagamento de seus salários também merecem atenção especial. Por isso, você precisa saber fazer cálculos trabalhistas para definir corretamente o valor que o empregador deve.
Entre os momentos mais desafiadores e que exigem cálculos precisos, destaca-se a rescisão do contrato, principalmente após as mudanças da reforma trabalhista. Sendo assim, para evitar erros, é preciso entender os valores a pagar em cada tipo de demissão. Além disso, é importante saber como calculá-los corretamente.
Pensando em te ajudar nessa tarefa, portanto, preparamos este guia detalhado sobre cálculos de rescisão trabalhista.
A seguir, você encontrará explicações claras e exemplos práticos. Com base neles, você garante que cumpre todas as etapas de acordo com a legislação vigente e, consequentemente, evita transtornos e possíveis penalidades. Então, continue a leitura e confira!

O que são cálculos trabalhistas?
Os cálculos trabalhistas servem para definir quais valores o empregador deve ao trabalhador. A empresa deve fazer essas contas no momento da rescisão ou mesmo enquanto o contrato de trabalho ainda está em vigência.
Muitas empresas contratam profissionais pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei nº 5452). Quando não cumprem as regras da CLT, essas empresas podem estar constantemente envolvidas em processos trabalhistas. Isso porque a legislação assegura ao trabalhador a possibilidade de recorrer à Justiça para fazer valer seus direitos.
A importância desse processo vai além de apenas pagar corretamente os funcionários. Isso porque a aplicação incorreta da CLT pode resultar em multas e em pedidos de indenização por parte dos trabalhadores. Esses custos podem colocar o negócio em risco.
Os cálculos trabalhistas servem a diversos fins. Destacamos entre eles:
- Garantir que os trabalhadores recebam todos os pagamentos devidos, de acordo com a legislação trabalhista;
- Evitar que a fiscalização multe os empregadores ou que os trabalhadores os processem por não cumprirem as leis trabalhistas;
- Viabilizar ao trabalhador um documento indicando o valor que o empregador lhe deve;
- Evitar que os negócios tenham prejuízos financeiros que levem ao comprometimento do fluxo de caixa.
Por que os cálculos trabalhistas são importantes?
Os cálculos trabalhistas são importantes por várias razões. Todas elas se relacionam à garantia dos direitos dos trabalhadores e à proteção das empresas contra problemas legais e financeiros.
Aqui estão os principais motivos:
- Garantia dos Direitos dos Trabalhadores: Os cálculos trabalhistas asseguram que os trabalhadores recebam todos os pagamentos devidos. Entre eles estão salários, horas extras, férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros benefícios. Isso é essencial para garantir que a empresa remunere os funcionários de maneira justa e de acordo com a legislação vigente;
- Cumprimento da Legislação: Realizar cálculos trabalhistas corretos é uma forma de garantir que a empresa está cumprindo todas as obrigações previstas na CLT. Isso evita problemas com a Justiça do Trabalho e órgãos fiscalizadores.
- Prevenção de Multas e Processos: Erros ou omissões nos cálculos trabalhistas podem resultar em multas aplicadas por órgãos de fiscalização do trabalho. Eles também podem levar a processos judiciais movidos por empregados. Esses processos podem ser onerosos e prejudicar financeiramente a empresa, além de causar danos à sua reputação.
O que se apura nos cálculos trabalhistas?
As principais verbas apuradas nos cálculos trabalhistas estão relacionadas às horas trabalhadas. Entre elas estão horas extras, adicionais, férias, 13º salário, FGTS e outros valores que fazem parte da folha de pagamento.
Além disso, existe uma diferenciação nos cálculos de acordo com os tipos de rescisão realizados. Confira:
Rescisão sem justa causa
Neste formato, o empregador rescinde o contrato de trabalho por iniciativa própria e sem justa causa. O colaborador mantém, entre outros, todos os direitos conferidos pela CLT, que são:
- Saldo de salário;
- 13º proporcional;
- Férias vencidas e proporcionais;
- Aviso prévio;
- Multa de 40% sobre o depósito do FGTS;
- Saque do FGTS;
- Seguro-desemprego.
Rescisão por justa causa
Nesse caso, há motivo justo para a demissão. Por isso, o trabalhador perde a maior parte dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT, como 13º proporcional, aviso prévio e saque do FGTS.
Permanecem elegíveis apenas o saldo salarial, os dias úteis e as férias acumuladas (se aplicável).

O que a legislação diz sobre os cálculos trabalhistas?
Entre as determinações da lei, a mais importante está no artigo 225 do Decreto nº 3.048, de maio de 1999. Esse artigo diz o seguinte:
Art. 225. A empresa é também obrigada a:
I – preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos
Esse artigo destaca a exigência da folha de pagamento como um fator-chave para manter cálculos precisos durante todo o contrato do colaborador. Além disso, a empresa deve registrar na folha de pagamento todos os direitos do trabalhador que contratou pelo regime CLT.
A empresa deve calcular esses valores corretamente durante a vigência do contrato ou em caso de rescisão.
Alterações trazidas pela Reforma Trabalhista
No entanto, é importante destacar algumas das mudanças que a Reforma Trabalhista provocou, em especial as que afetam alguns cálculos trabalhistas. Abaixo, listamos as principais:
- Introdução da modalidade de rescisão por comum acordo, com multa de 20% sobre o FGTS. Antes, essa modalidade de rescisão não existia. A multa aplicada era de 40%;
- Novo período para o pagamento de verbas rescisórias: 10 dias;
- Horas extras podem ser convertidas em bancos de horas, se ambas partes concordarem previamente.
Como fazer os cálculos trabalhistas?
Agora que você já compreende quais são as principais verbas trabalhistas e como aplicá-las, vamos explicar como calculá-las. Nesse sentido, isso inclui tanto os valores pagos mensalmente quanto os devidos na rescisão.
Para facilitar a explicação dos cálculos trabalhistas, então, utilizaremos um exemplo. Nele, temos um trabalhador contratado com salário de R$ 1.200 e jornada de 44 horas semanais, o que totaliza 220 horas mensais.
Além disso, para fins rescisórios, vamos considerar que o contrato de trabalho teve início em 01/03/2014 e foi encerrado em 17/08/2017.
- Salário por dia: R$ 1.200 ÷ 30 = R$ 40;
- Saldo de salário: R$40 x 17 = R$680.
Há um detalhe importante sobre esse ponto. Quando as partes firmarem o contrato mês a mês, a base de cálculo da premiação também será de 30 dias. Ou seja, neste cálculo, você deve incluir os fins de semana para contabilizar o descanso semanal remunerado (DSR).
Calculadora de rescisão trabalhista
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Aviso prévio
O aviso prévio é o período entre a data do aviso de demissão e a data efetiva da demissão.
De acordo com o artigo 7º, XXI da Constituição Federal, o aviso deve ser feito com antecedência mínima de 30 dias:
XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei
Quando o empregador demite o empregado sem justa causa, o aviso prévio recebe um acréscimo. São mais 3 dias para cada ano de vínculo empregatício, conforme Lei 12.506/2011:
Art. 1º O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.
Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.
Um mês de aviso prévio equivale, portanto, a um mês de salário – R$1.200. Contudo, no exemplo dado, o despedimento foi iniciado pelo empregador. Assim, o prazo de aviso prévio seria de 39 dias.
Já sabemos que a diária desse trabalhador custa R$40. Assim, basta multiplicar esse valor pela quantidade de dias de aviso prévio:
Aviso prévio = 39 x R$40 = R$1.560.
Férias + ⅓
A cada 12 meses de trabalho, o trabalhador tem direito a 30 dias de férias remuneradas, segundo o artigo 130 da CLT:
Art. 130 – Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção:
I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes;
II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas;
III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas;
IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.
O trabalhador pode desfrutar das férias de três maneiras:
- Em três partes: 10 dias no início, meio e fim do ano;
- 15 dias e 15 dias;
- Integralmente, por 30 dias.
As férias ainda devem ser acrescidas de ⅓, de acordo com o artigo 7º da Constituição Federal, XVII:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal
Assim, o cálculo trabalhista fica:
- Período de descanso remunerado: R$ 1.200
- 1/3 constitucional: R$ 1.200 ÷ 3 = R$ 400;
- Total das férias: R$1.200 + R$400 = R$1.600.
Férias proporcionais
O trabalhador despedido antes de completar 12 meses de emprego tem direito às férias proporcionais. Essa regra está prevista no artigo 146 da CLT:
Art. 146 – Na cessação do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro, conforme o caso, correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido.
Para calcular as férias proporcionais, primeiro é preciso dividir o valor do salário por 12, em referência aos meses do ano. Depois, multiplica-se o resultado pela quantidade de meses trabalhados.
Além disso, é importante saber que, mesmo que o trabalhador receba uma indenização, o prazo de aviso prévio fará parte deste cálculo. Isto porque o direito ao proporcional de férias também é concedido quando o período de apuração mensal for superior a 15 dias úteis.
No exemplo, o trabalhador trabalhou até o dia 17/08, com mais 39 dias integrados ao período, ou seja, até o dia 25/09. Assim, tendo em vista que começou a trabalhar em março, terá direito a receber férias proporcionais de 7 meses (de março a setembro).
O cálculo seria assim:
- Valor mensal: R$ 1.200 ÷ 12 = R$ 100;
- Férias proporcionais: R$ 100 x 7 = R$ 700;
- 1/3 constitucional: R$ 700 ÷ 3 = R$ 233,33;
- Total devido: R$700 + R$233,33 = R$933,33.
13º salário
A Lei nº 4.090/1962 prevê que o 13º salário seja pago a todos os empregados no mês de dezembro de cada ano:
Art. 1º – No mês de dezembro de cada ano, a todo empregado será paga, pelo empregador, uma gratificação salarial, independentemente da remuneração a que fizer jus.
Para cada mês de trabalho, deve ser pago o valor equivalente a 1/12 do salário. Além disso, se a jornada útil ultrapassar 15 dias, é considerado mês útil. No caso do exemplo, o cálculo do 13º salário seria o seguinte:
- Valor mensal: R$ 1.200 ÷ 12 = R$ 100;
- 13º: R$100 x 7 = R$700.
FGTS
Pela Lei nº 8.036/1990, os empregadores devem descontar mensalmente 8% do salário dos empregados para depositar em sua conta do FGTS. Nesse caso, o cálculo é feito multiplicando a remuneração por 0,08 (8%):
No nosso exemplo, a conta é a seguinte: R$ 1.200 x 0,08 = R$ 96.
Contudo, é importante ressaltar que outras verbas eventualmente pagas também afetam o cálculo do FGTS. É o caso das horas extras e do adicional noturno. Além disso, o FGTS incide sobre as férias vencidas e o 13º salário. Já as férias proporcionais não somam base para o pagamento do FGTS.
Multa do FGTS
Como mencionado anteriormente, a demissão sem justa causa gera uma multa para o empregador. Ele deverá pagar 40% sobre o saldo final da conta de FGTS do empregado. Em caso de demissão amigável, a multa é de 20% .
O cálculo é feito com base no saldo final da conta do empregado. Ou seja, o valor total dos pagamentos efetuados pelo empregador somado aos depósitos efetuados na rescisão do vínculo empregatício. Basta multiplicar o resultado por 0,4 (40%) ou 0,2 (20%) para obter o valor da multa.
Por exemplo, supondo que o depósito total seja de R$ 3.500, a multa é calculada da seguinte forma:
- Dispensa sem justa causa: R$ 3.500 x 0,4 = R$ 1.400;
- Dispensa em comum acordo: R$3.500 x 0,2 = R$700.
Horas extras
Muitos trabalhadores que atuam no regime CLT acabam passando mais tempo na empresa do que sua carga horária determina para realizar atividades. Quando isso acontece, eles têm direito ao pagamento de horas extras, nos termos do artigo 59 da CLT:
Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.
A reforma trabalhista de 2017 (Lei nº 13.467) trouxe uma nova possibilidade para as empresas. Desde então, elas podem reduzir o pagamento de horas extras por meio de bancos de horas.
Para calcular horas extras, primeiro é necessário saber o valor do salário por hora. Para isso, deve-se dividir o salário pelo número de horas trabalhadas por mês. Em seguida, deve-se multiplicar o salário-hora pelo percentual a pagar. Esse percentual geralmente é de 50% nos dias úteis e de 100% nos domingos e feriados.
Ao somar o valor da hora com o adicional, saberemos o valor de uma hora extra. Feito isso, basta multiplicar esse valor pelo total de horas extras realizadas pelo empregado durante o mês.
Conforme o exemplo, supondo que o trabalhador tenha feito 30 horas extras no mês, o cálculo será:
- Valor da hora: R$ 1.200 ÷ 220 = R$ 5,45;
- Valor do adicional: R$ 5,45 x 0,5 = R$ 2,73;
- Valor da hora extra: R$ 2,73 + R$ 5,45 = R$ 8,18;
- Valor total devido: 30 x R$8,18 = R$245,40.
Adicional noturno
O adicional noturno é pago cada vez que o funcionário trabalha entre as 22h e as 5h do dia seguinte. A remuneração durante este período deve ser um pagamento adicional de, pelo menos, 20% do salário normal por hora.
Por exemplo, se o trabalhador teve 30 horas noturnas, o cálculo será:
- Valor da hora: R$ 1.200 ÷ 220 = R$ 5,45;
- O valor do adicional: R$ 5,45 x 0,2 = R$ 1,09;
- Valor da hora noturna: R$ 5,45 + R$ 1,09 = R$ 6,54;
- Valor total devido: 30 x R$6,54 = R$196,20.
Desconto do INSS
A contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também faz parte do cálculo trabalhista. Desde a Reforma da Previdência, o desconto do empregado é progressivo: o salário é dividido em faixas, e cada faixa recebe sua própria alíquota. Assim, não se aplica um único percentual sobre o salário inteiro.
A tabela vigente desde janeiro de 2026 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026) é a seguinte:
| Salário de contribuição | Alíquota | Parcela a deduzir |
|---|---|---|
| Até R$ 1.621,00 | 7,5% | – |
| De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 | 9% | R$ 24,32 |
| De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 | 12% | R$ 111,40 |
| De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 | 14% | R$ 198,49 |
O teto de contribuição em 2026 é de R$ 8.475,55. Quem ganha acima desse valor contribui apenas até o teto, o que resulta em um desconto máximo de R$ 988,09 por mês.
Para mostrar como a progressividade funciona, vamos usar um salário de R$ 3.000:
- 1ª faixa: R$ 1.621,00 × 7,5% = R$ 121,58;
- 2ª faixa: (R$ 2.902,84 − R$ 1.621,00) × 9% = R$ 115,37;
- 3ª faixa: (R$ 3.000,00 − R$ 2.902,84) × 12% = R$ 11,66;
- Total do INSS: R$ 248,60.
Outra forma de chegar ao mesmo valor é usar a parcela a deduzir: R$ 3.000 × 12% − R$ 111,40 = R$ 248,60.
Na rescisão, o INSS incide sobre o saldo de salário e, separadamente, sobre o 13º salário. Não há incidência sobre as férias indenizadas (vencidas ou proporcionais, com o terço constitucional), conforme o art. 28, §9º, da Lei nº 8.212/1991. Também não há incidência sobre o aviso prévio indenizado, segundo o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça.
Desconto do IRPF
O Imposto de Renda também entra nas verbas trabalhistas, retido na fonte pelo empregador (IRRF). Em 2026, o cálculo ficou em duas etapas. A Lei nº 15.270/2025 manteve a tabela progressiva mensal e criou uma redução aplicada depois do cálculo. Na prática, essa redução isenta quem recebe até R$ 5.000 por mês.
Etapa 1 – Tabela progressiva mensal
Primeiro, calcula-se a base de cálculo:
Base de cálculo = rendimento tributável − INSS − R$ 189,59 por dependente
No lugar dessas deduções, pode-se usar o desconto simplificado de R$ 607,20, se for mais vantajoso. Em seguida, aplica-se a tabela:
| Base de cálculo | Alíquota | Parcela a deduzir |
|---|---|---|
| Até R$ 2.428,80 | Isento | – |
| De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16 |
| De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
Etapa 2 – Redução da Lei nº 15.270/2025
A redução é calculada sobre o rendimento tributável bruto, antes das deduções:
- Rendimento até R$ 5.000,00: o imposto é zerado;
- Rendimento entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00: redução de R$ 978,62 − (0,133145 × rendimento);
- Rendimento acima de R$ 7.350,00: não há redução.
Exemplos
Com salário de R$ 3.000, o trabalhador fica isento, porque o rendimento não passa de R$ 5.000.
Com salário de R$ 6.000, sem dependentes, a conta fica assim:
- INSS: R$ 6.000 × 14% − R$ 198,49 = R$ 641,51;
- Base de cálculo: R$ 6.000 − R$ 641,51 = R$ 5.358,49;
- Imposto pela tabela: R$ 5.358,49 × 27,5% − R$ 908,73 = R$ 564,85;
- Redução: R$ 978,62 − (0,133145 × R$ 6.000) = R$ 179,75;
- IRRF a reter: R$ 564,85 − R$ 179,75 = R$ 385,10.
Na rescisão, o 13º salário é tributado separadamente, com cálculo exclusivo na fonte, e a redução da Lei nº 15.270/2025 também é avaliada sobre ele. Já as férias indenizadas e o aviso prévio indenizado são isentos de Imposto de Renda.

Quanto tempo leva para fazer cálculos trabalhistas?
A elaboração dos cálculos de um processo trabalhista pode ser bastante complexa, e envolve diversas etapas. Para um advogado, esse processo pode ser particularmente demorado, exigindo dias, semanas ou até meses, dependendo da complexidade do caso.
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Conclusão
É importante aderir aos cálculos trabalhistas para que a empresa possa cumprir suas obrigações trabalhistas em tempo hábil. Com isso, é possível evitar o pagamento de multas e ações judiciais.
Além disso, o cumprimento da lei é importante para manter uma relação transparente com os colaboradores. Essa relação, por sua vez, ajuda a construir uma imagem positiva da empresa no mercado.
O processo de realização de um cálculo, porém, é minucioso e detalhado. Por isso, a empresa precisa do suporte de profissionais qualificados, que entendam da legislação e do funcionamento dos cálculos trabalhistas. Isso minimiza o risco de falha no processo.
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