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Ataque cibernético: Tudo sobre e prevenção

Você sabe o que é ataque cibernético? São todas as tentativas de roubar, alterar, expor ou destruir informações obtidas por acesso não autorizado a sistemas de computador ou online.

Um ataque cibernético pode trazer diversos prejuízos a uma empresa. Normalmente, a motivação é obter dados sensíveis de empresas, pessoas físicas ou organizações governamentais. Entre as informações visadas estão:

  • Lista de clientes;
  • Dados pessoais e financeiros de clientes, colaboradores e administradores;
  • Endereços de e-mail;
  • Logins;
  • Senhas; 
  • Acesso à infraestrutura de TI e a arquivos confidenciais.

Esse tipo de invasão pode trazer diversos prejuízos para as empresas, como o vazamento de dados, que inclui prejuízos à reputação e infringe a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Para evitar esse tipo de transtorno, as empresas precisam tomar uma série de cuidados, começando com o treinamento da equipe para evitar brechas de segurança. Também é preciso investir em ferramentas de cibersegurança que realmente atendam às necessidades do negócio.

Neste artigo, você poderá entender melhor o que é um ataque cibernético, como ele acontece e quais são seus tipos. Além de dicas de proteção e indicação de softwares para te ajudar nesse processo. Continue essa leitura e confira!

Navegue

O que é um ataque cibernético?

Um ataque cibernético normalmente acontece por meio de vírus, malwares, arquivos maliciosos e outros executáveis. 

Esses itens são enviados por criminosos virtuais com o objetivo de danificar sistemas, sequestrar ou roubar dados sigilosos da empresa.

Com essa prática, os criminosos podem obter vantagem financeira, vendendo os dados ou subornando os empresários para não divulgá-los. Isso tudo faz com que hackers que querem testar suas habilidades tenham muito interesse em invadir os sistemas empresariais.

Como acontece um ataque cibernético?

Um ataque cibernético pode acontecer por diversas motivações e razões. É fundamental saber que esse tipo de invasão pode acontecer por um simples mau uso, por exemplo, o clique em um link que pode parecer inofensivo.

Dessa forma, é preciso ter cuidado ao acessar sites ou baixar arquivos sem ter certeza de que a origem é confiável. Também é essencial entender que haja conscientização e treinamento da equipe para impedir o acontecimento desse tipo de crime.

Quais são os riscos de ataques cibernéticos?

Roubo e sequestro de dados

O roubo ou sequestro de informações é um dos principais riscos que um ataque cibernético traz a uma empresa. 

Se ela não tiver políticas de segurança, fica vulnerável a invasões e pode perder o controle de suas aplicações. Além dos dados internos, os criminosos também podem ter interesse em informações bancárias, de clientes e funcionários para aplicar golpes.

Danos à imagem

Invasões e golpes aplicados usando o nome e a marca da empresa prejudicam sua imagem, já que os consumidores deixam de confiar que a empresa manterá seus dados seguros ou que realmente receberão os itens comprados.

Prejuízos financeiros

Crimes cibernéticos podem causar grandes prejuízos financeiros: prejuízo às vendas por meio da invasão do site oficial, multas e resgate dos dados. 

Uma empresa pode ter prejuízo de R$800,00 (oitocentos reais) por dado vazado quando criminosos se passam pela marca. Quando se trata de empresas do mercado financeiro, esse valor pode chegar até R$2.000,00 (dois mil reais).

Multas e processos jurídicos

De acordo com a LGPD, a empresa é a responsável pelo vazamento de dados, já que deveria garantir a proteção das informações que trata e armazena. Por isso, nesses casos, as empresas podem ser multadas em até 2% do faturamento da empresa. 

A empresa também fica sujeita a processos judiciais que podem causar danos à imagem e gerar custos extras.

Ataques cibernéticos em empresas

Independente do tipo de ataque cibernético bem-sucedido, sua empresa pode ter prejuízos de várias espécies. A recuperação desse tipo de problema é muito mais custosa do que investir em cibersegurança.

Assim, é preciso ter consciência de que ataques cibernéticos podem colocar os objetivos de seu negócio em risco. Por isso, é fundamental lidar com esse problema de forma proativa, investindo em soluções de prevenção, e não apenas de contenção.

Exemplo disso é o Whom, software que faz a gestão de certificados digitais para prevenir que os dados do documento sejam vazados ou que acessos a sistemas indevidos aconteçam e tragam diversos prejuízos ao titular. 

Tipos de ataques cibernéticos

Malware

Softwares mal-intencionados, como spywares, ransomwares, vírus e worms são chamados de malwares. Eles violam redes por meio de vulnerabilidades, como quando um usuário clica em um link duvidoso ou faz um download de um anexo que instala um software de risco.

Phishing

Este é o nome dado às comunicações fraudulentas que se passam por fontes confiáveis enviadas por e-mail ou SMS. Seu objetivo é acessar e roubar dados confidenciais ou instalar um malware na máquina da vítima.

Ataque man-in-the-middle (MitM)

Esse tipo de ataque acontece quando os criminosos invadem transações de duas partes,    interrompendo o tráfego para filtrar e roubar dados. Redes Wi-Fi públicas inseguras e instalação de malwares são pontos comuns de entrada para ataques MitM. 

Injeção SQL

Acontece quando um invasor insere um código malicioso em um servidor SQL para forçá-lo a revelar informações. Essa injeção SQL pode ser feita pelo simples envio de um código malicioso para a caixa de pesquisa de sites vulneráveis.

Exploração de dia zero

Acontece depois que uma vulnerabilidade de rede é anunciada, mas antes da implementação de um patch ou solução. A vulnerabilidade revelada vira alvo dos invasores nesse período.

Ataque de negação de serviço (DoS e DDoS)

Os ataques Ataques de Negação de Serviço (DoS) e Negação Distribuída de Serviço (DDoS) superlotam sistemas, servidores ou redes com tráfego que supera os recursos e a largura de banda. 

Com isso, o sistema fica inacessível para os usuários legítimos. Os cibercriminosos costumam usar redes de dispositivos comprometidos, que são chamados de botnets, para ampliar o impacto de seus ataques.

Whale-Phishing

Este tipo de ataque cibernético é uma variante sofisticada do phishing. Seu alvo são os executivos e componentes do alto escalão de uma organização. 

Para atingir seu alvo, os cibercriminosos criam mensagens personalizadas e adequadas às funções e responsabilidades da vítima.

O Whale-phishing é ainda mais perigoso, já que envolve pessoas com acesso a dados privilegiados na organização. Quando bem-sucedido, ele concede acesso não autorizado a informações confidenciais, recursos e sistemas do negócio.

Engenharia Social

Por meio da engenharia social, golpistas manipulam psicologicamente as pessoas para que elas divulguem dados confidenciais ou realizem ações que o beneficiem. Para isso, os cibercriminosos usam telefonemas, interações nas redes sociais ou mensagens falsas.

A estratégia da engenharia social é explorar a confiança, a falta de atenção e de diligência do alvo para obter dados e, a partir disso, aplicar golpes.

Ataque de senha

Os ataques de senha são aplicados para tentar adivinhar ou roubar as senhas dos usuários. Isso pode ocorrer de três maneiras:

  1. Por meio de força bruta – O invasor faz diversas tentativas, com todas as combinações possíveis;
  2. Por meio de ataques de dicionário – O invasor testa senhas comuns;
  3. Por meio de softwares que geram combinações de senhas – Isso automatiza o ataque e o torna mais efetivo e perigoso, em especial quando as senhas do usuário são fracas.

Falsificação de DNS

Esse tipo de ataque cibernético consiste na manipulação dos registros DNS para redirecionar os usuários para sites maliciosos, que possuem características muito semelhantes aos sites legítimos.

Assim, sem saber, a vítima concede aos invasores seus dados confidenciais, como e-mail e senha, além de fornecer seus dados bancários, que podem ser usados para a aplicação de diversas outras fraudes.

Força Bruta

Os ataques de força bruta são tentativas automatizadas e repetidas de adivinhar chaves criptográficas ou senhas. Nelas, os cibercriminosos exploram todas as combinações possíveis até identificar a correta.

Esses ataques costumam ser mais eficazes quando as senhas utilizadas pelo usuário possuem poucos caracteres e são fracas. Como esse tipo de código exige poucas combinações, acaba agilizando o trabalho dos invasores.

Ataque XSS

Ataques XSS (Cross-Site Scripting) são aqueles que exploram vulnerabilidades em sites para implantar scripts maliciosos nas páginas visualizadas por outros usuários. Com isso, podem executar códigos nos navegadores das vítimas, roubar suas informações ou controlar as sessões do usuário de maneira oculta.

Cavalo de Tróia

O malware cavalo de Tróia costuma se disfarçar como um software legítimo. Uma vez instalado no dispositivo, abre as portas para os invasores e permite o acesso não autorizado a sistemas ou redes.

A essência dessa ameaça é enganar o usuário, que pode baixar um arquivo legítimo que virá acompanhado desse péssimo presente.

Spoofing

O spoofing é a falsificação de identidade. Nela, os invasores fingem ser uma pessoa ou empresa confiável. Para isso, utilizam e-mails, ligações ou sites falsos para encobrir o ataque e enganar as vítimas.

Ataque de Espionagem

Esta é uma tentativa sofisticada na qual os invasores visam obter dados confidenciais ou segredos comerciais. Seu objetivo é obter insights estratégicos. Para isso, os invasores costumam monitorar comunicações, infiltrar-se em sistemas ou redes e coletar dados sem serem detectados. 

Esse tipo de ataque pode ter como origem grupos criminosos, concorrentes, espiões governamentais ou até mesmo ex-funcionários desonestos.

Ataque de Aniversário

Esse tipo de ataque cibernético explora fraquezas em algoritmos de hash, ou uma função matemática que transforma informações em uma sequência de caracteres. Essa sequência é utilizada para averiguar a integridade dos dados.

Porém, invasores podem manipular o algoritmo e reproduzir a mesma sequência de caracteres para diversos conjuntos de dados. Assim, podem criar arquivos falsos com o mesmo hash de arquivos legítimos, enganando sistemas de segurança e permitindo a execução de ações perigosas.

Decoy

Decoy, ou isca, é um ataque cibernético que utiliza informações enganosas ou falsas para distrair as defesas de segurança e facilitar ataques. Assim, os invasores atraem a atenção e os recursos das equipes de segurança para uma parte da rede, enquanto realizam ataques mais prejudiciais em outras partes.

Exemplos famosos de ataques cibernéticos

1. Internet paralisada por ataques cibernéticos DDoS

Diversos ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) foram responsáveis por interromper o uso da Internet na América do Norte e em partes da Europa de forma significativa em 2016. 

A empresa Dyn, responsável pela maior parte do sistema de infraestrutura e nomes de domínio (DNS) da Internet, foi o alvo dos ataques. 

2. Worm entra em guerra digital com consequências físicas

O worm Stuxnet foi um dos primeiros códigos de computador armado do mundo. Seu uso mais famoso foi contra uma instalação de pesquisa nuclear em Teerã em 2012

Ele explorou quatro falhas de dia zero no sistema e infectou mais de 60 mil computadores estatais, além de destruir fisicamente cerca de 1 mil centrífugas nucleares, o que representava um quinto da propriedade do Irã, retardando seus projetos nucleares.

3. Ransomware expõe dados do mundo todo

Em 2017, o ransomware WannaCry foi liberado nas redes de computadores de todo o mundo, causando estragos em todos os lugares. Em alguns dias, infectou cerca de 200 mil dispositivos em quase 150 países. 

Quando infectava os arquivos de um computador, o ransomware os criptografava, exibia uma carta de resgate digital na área de trabalho e exigia um pagamento em Bitcoin para desbloquear os arquivos.

4. Spear-phising vaza e-mails de milhões de pessoas

Em 2011, a empresa Epsilon, de e-mail marketing, teve seu banco de dados de e-mails de clientes roubados por hackers. A empresa possuía, em média, 2.200 clientes corporativos, e era responsável por enviar mais de 40 bilhões de e-mails por ano. 

A lista roubada era imensa e possibilitou o acesso e contato dos usuários destes emails, gerando uma enorme vulnerabilidade.

5. Dados de 3 bilhões de usuários vazados

A empresa Yahoo foi hackeada em 2013 e 2014, deixando um total de 3 bilhões de contas de usuários expostas a cibercriminosos. 

Inúmeras listas de dados roubados foram vendidas na dark web, com dados como nomes completos, endereços de e-mail, datas de nascimento, números de telefone, senhas com hash e perguntas e respostas de segurança.

6. ConecteSUS

Em dezembro de 2021, hackers invadiram o site do Ministério da Saúde e o sistema Conecte SUS, responsável por emitir o certificado de vacinação contra Covid. O ataque afetou vários sistemas do ministério, tornando diversos dados indisponíveis.

Os invasores publicaram no próprio site do Ministério da Saúde a informação de que 50 terabytes de dados foram copiados e excluídos. Além disso, exigiram um contato do governo para devolver as informações. O ataque gerou diversos  problemas por todo o país.

7. Partido Democrata dos Estados Unidos

Em agosto de 2016, dados pessoais de políticos do Partido Democrata dos Estados Unidos foram roubados em um ataque contra o Comitê de Campanha Democrata do Congresso. 

Após o roubo, um hacker publicou dados pessoais de um total de 193 políticos em seu site pessoal.

8. eBay

Em maio de 2014, o eBay foi vítima de um ataque cibernético e precisou solicitar que todos os usuários trocassem suas senhas. Isso porque seu banco de dados foi invadido por pessoas não autorizadas, que podem ter tido acesso a dados dos clientes. 

Para o ataque, foram utilizadas as credenciais de acessos dos funcionários entre o início de fevereiro e o fim de março daquele ano. Os cibercriminosos conseguiram acessar informações como: 

  • Nome de cliente eBay;
  • Senha criptografada (não decifrada);
  • E-mail;
  • Endereço;
  • Número de telefone;
  • Data de nascimento.

Contudo, os dados de pagamento do PayPal, que é o braço de pagamentos do eBay, permaneceram a salvo. Isso porque, segundo a empresa, eles são armazenados de forma separada em outros servidores e protegidos com criptografia.

9. O maior ataque no setor de criptomoedas: o golpe no Axie Infinity

Em 2022, criminosos roubaram mais de R$14 bilhões em criptomoedas por meio de ataques. O maior ataque aconteceu contra o jogo Axie Infinity e levou a uma perda de US$625 milhões.

Os cibercriminosos usaram diversas estratégias para realizar essas fraudes, obtendo mais de US$2,8 bilhões em criptomoedas roubadas. Segundo dados, quase metade das criptomoedas roubadas em 2022 foi drenada por meio de uma combinação de métodos. 

Como se proteger de um possível ataque cibernético?

Use senhas fortes

Certifique-se de usar senhas com vários caracteres, combinando letras maiúsculas e minúsculas, caracteres especiais e números. Também evite utilizar dados pessoais óbvios em suas senhas.

Use a autenticação de dois fatores

Uma das formas mais eficazes de evitar ataques cibernéticos é por meio da autenticação multifatorial em todos os aplicativos que acessam a internet em uma empresa. 

A autenticação multifatorial exige que os funcionários forneçam mais informações para ter acesso aos sistemas, aumentando sua segurança e reduzindo vulnerabilidades.

Criar controles internos robustos

Controles de acesso auxiliarão as empresas a garantir que os sistemas sejam restritos a funcionários, contratados e fornecedores, e também devem ser atualizados de forma imediata quando essas pessoas forem desligadas da organização.

Por meio da monitoria de acesso aos sistemas organizacionais, é possível ter mais garantia de segurança, reduzindo riscos de ameaças e possíveis problemas.

Gerenciar a segurança de terceiros

Também é essencial gerenciar o risco cibernético de terceiros que tenham acesso aos sistemas organizacionais da empresa. 

Para isso, é preciso criar controles de segurança rigorosos, identificar possíveis ameaças cibernéticas e monitorar a rede.

Educar os colaboradores

Esta é uma das principais chaves para melhorar a segurança das empresas. É fundamental realizar treinamentos de conscientização sobre segurança cibernética ao integrar novos colaboradores, e de atualização frequente para seus atuais colaboradores. 

Também é fundamental educá-los a respeito de phishing, para que possam entender quais são e quais não são solicitações consideradas normais por e-mail e outros métodos de correspondência.

Criar backups de dados

A empresa deve realizar backups de dados comerciais importantes com uma frequência regular. 

Essa é uma ferramenta fundamental para manter os negócios fortes e evitar a perda ou extravio de dados comerciais.

Manter sistemas atualizados

A atualização dos softwares e sistemas corporativos também é essencial para a proteção de qualquer empresa. Ao utilizar os softwares mais recentes, os dados ficam mais seguros e as empresas, protegidas contra riscos no longo prazo.

As atualizações constantes são necessárias para corrigir vulnerabilidades nos programas e manter a empresa protegida contra possíveis ameaças à segurança. 

Apesar das possíveis despesas significativas associadas à atualização de software e hardware, ao analisar o risco da não realização, é possível concluir que esses custos compensam.

Quebre o padrão do ataque cibernético

Prevenir, interromper ou detectar um ataque cibernético assim que possível é uma forma de limitar seu impacto e potencial de danos. Os invasores costumam realizar ataques em diversos estágios, utilizando técnicas e ferramentas comuns, baratas e fáceis.

Por isso, é essencial implementar processos e controles de segurança para mitigar os ataques. Para isso, adote abordagens de defesa em profundidade e dê à sua empresa resiliência para lidar com ataques mais personalizados. 

Para reduzir a exposição de sua empresa aos tipos mais comuns de ataque cibernético, você pode usar algumas ferramentas acessíveis e eficazes, como: 

  • Firewalls de limite e gateways da Internet para defesas de perímetro de rede;
  • Proteção contra malware para detectar e responder a códigos de ataque cibernético;
  • Gerenciamento de patches para corrigir vulnerabilidades e evitar ataques que explorem bugs de software;
  • Permitir listagem e controle de execução para impedir que softwares desconhecidos sejam executados ou instalados;
  • Configuração segura para restringir a funcionalidade de cada dispositivo, sistema operacional e aplicativo ao mínimo necessário;
  • Política de senha apropriada em vigor e sendo seguida;
  • Controle de acesso dos usuários para limitar as permissões de execução dos usuários e impor o princípio do privilégio mínimo.

Qual o papel da gestão de certificados digitais na segurança?

A assinatura de documentos e acesso a sistemas específicos fazem parte da rotina empresarial. Para completar esses acessos e operações, é necessário utilizar o certificado digital.

Porém, em empresas com diversos funcionários, é muito difícil que apenas o dono do certificado consiga acessar todos os sistemas ou faça todas as assinaturas necessárias. Para resolver essa questão, recorrem à prática do compartilhamento de certificados digitais.

Contudo, isso traz diversas brechas à proteção de dados, já que é praticamente impossível rastrear as ações tomadas com o documento. Um mau uso dessas informações pode gerar diversos riscos e aumentar as chances de exposição de dados sensíveis em ataques cibernéticos, por exemplo.

Nesse sentido, utilizar um gerenciador de certificados digitais é fundamental para a segurança de seu negócio. Isso porque, por meio dele, é possível delimitar níveis de acesso, além de ter visibilidade e controle de todas as ações tomadas por meio dele.

Otimização do tempo em TI

O compartilhamento de certificados obriga o TI de empresas e escritórios a assumir uma rotina extremamente trabalhosa. Isso porque é necessário realizar:

  • Manutenção das instalações;
  • Atualizações de sistemas;
  • Gestão de acessos, devido à rotatividade de colaboradores e outras mudanças.

Dessa forma, apesar de o compartilhamento de certificados representar praticidade, também aumenta as responsabilidades do TI. Porém, contar com um gerenciador de certificados digitais é uma maneira de:

  • Rastrear o uso dos certificados;
  • Controlar o prazo de expiração dos certificados;
  • Controlar o nível de acesso de cada usuário;
  • Delimitar o acesso a sistemas e informações sensíveis.

Conformidade com a LGPD

Utilizar um gerenciador de certificados digitais também é uma maneira bastante eficaz de manter a conformidade com a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709). Isso porque, por meio desse tipo de software, é possível:

  • Prevenir invasões;
  • Evitar acessos indevidos;
  • Tornar seguro o compartilhamento de certificados digitais.

Por meio dessas ferramentas, é possível que toda a equipe realize operações com o certificado digital sem grandes riscos, e em conformidade com a LGPD e outras regulamentações internas e externas.

Quais os melhores softwares de prevenção a ataque cibernético?

Além de medidas de conscientização, as empresas ainda podem contar com o auxílio de softwares para prevenir ataques cibernéticos. Abaixo, você encontra os principais:

Antivírus

Se você quer se proteger contra ataques cibernéticos, é fundamental possuir um programa antivírus atualizado em seu equipamento. 

Isso porque, assim como a tecnologia avança, os golpes também avançam: o tempo todo surgem novos vírus e programas mal-intencionados.

Daí a importância de manter o programa antivírus sempre atualizado: eles acompanham esses movimentos e criam antídotos para os novos danos. Porém, para usufruir deles, é preciso realizar atualizações para imunizar seu equipamento.

Também é importante manter uma configuração de verificação constante para que o antivírus atue sem te incomodar. 

As principais opções disponíveis gratuitamente no mercado são:

  • Avast Free Antivírus;
  • AVG Antivirus Free;
  • Panda Free Antivirus;
  • Bitdefender;
  • Check Point ZoneAlarm;
  • Microsoft Security Essentials;
  • Kaspersky Anti-vírus.

Anti-spyware

Spywares são programas maliciosos que tem o intuito de coletar dados e padrões de comportamento de usuários infectados durante seu acesso à internet. 

Os principais alvos são internet banking e servidores de e-mail. Estes são os principais programas gratuitos:

  • SuperAntiSpyware;
  • Windows Defender;
  • Spybot: Search & Destroy;
  • Ad-Aware Free;
  • HiJackThis.

Gerenciador de Senhas

Diversos sistemas online exigem o acesso por login e senha, como e-mails, sistemas corporativos, redes sociais, sites de notícias e outros. Com um programa gerenciador de senhas, é possível organizar todas as suas senhas e administrar seu uso, guardando dados e utilizando-os quando necessário.

Essa é uma ótima ferramenta para evitar esquecimentos e se proteger contra crimes virtuais. Os melhores programas nesse sentido são:

  • F-Secure Key;
  • Keeper Password & Data Vault;
  • LastPass;
  • PasswordBox;
  • KeyPassa.

Firewall

O Firewall determina as políticas de acessos aos componentes, atuando como um filtro para monitorar o tráfego de rede, permitindo ou bloqueando-os, conforme as regras de segurança. 

Entre os melhores programas estão:

  • ZoneAlarm Free Firewall;
  • Comodo Free Firewall;
  • Emsisoft Online Armor Free;
  • Agnitum Outpost free Internet Firewall;
  • Tinywall Lightweight Firewall.

Criptografia de dados

A criptografia de dados é muito importante para que apenas os usuários destinatários de uma mensagem tenham acesso às suas informações. Com isso, em casos de ataques, os hackers não conseguirão identificar as mensagens. 

Os melhores programas para isso são:

  • Chiave;
  • VeraCrypt;
  • SafeHouse Explores Encryption;
  • Predator;
  • Cryptainer LE;
  • EncryptOnClick.

Extensão de alerta para sites suspeitos

Ao acessar um site desconhecido, você corre o risco de ter seu equipamento contaminado por programas maliciosos. Isso porque eles costumam inserir links com vírus em seus conteúdos, incentivando as pessoas a clicarem e instalarem programas indevidos.

Porém, existem extensões de navegadores para avaliar os sites que você acessa e alertar sobre problemas. As melhores extensões nesse sentido são:

  • Wot;
  • Lightshot;
  • PerfectPixel;
  • Page Ruler;
  • Feedly Notifier;
  • Strict Workflow.

Proteção para redes Wi-Fi

Uma das maneiras que os hackers usam para obter informações particulares é por meio da invasão de redes wi-fi. 

Por isso, é muito importante contar com programas para manter a segurança de sua rede, como os seguintes:

  • WiFi Manager;
  • myWIFIzone.

Atualizadores de programas e sistemas

Manter o sistema operacional e todos os programas de proteção atualizados é fundamental para sua segurança. Porém, verificar as atualizações de todos os programas de forma constante e individual é impraticável.

Por isso, existem softwares para gerenciar essas atualizações. Os principais são os seguintes:

  • R-Updater;
  • Carambis Software Updater.

Gerenciador de certificados digitais

Outra maneira de se prevenir é utilizando softwares que eliminam brechas para possíveis invasões ou roubos de dados, como o Whom. Essa ferramenta foi desenvolvida para trazer mais segurança ao compartilhamento de certificados digitais.

Isso porque diversos escritórios e departamentos jurídicos têm o hábito de compartilhar os dados de um mesmo certificado digital para que todos os colaboradores tenham acesso aos sistemas jurídicos e outros necessários para a execução de suas tarefas.

Porém, esse compartilhamento é feito sem o controle de acessos, o que pode levar a erros e ações mal intencionadas. Por exemplo, um colaborador pode fazer a assinatura de um documento que não deveria e realizar uma transação que ainda não tinha sido autorizada.

Assim, o Whom chega para solucionar esse tipo de situação com o armazenamento do documento em nuvem, de forma segura, e permitindo ao titular realizar a concessão por níveis de acessos a cada um dos colaboradores que precisam usar seus dados para realizar suas atividades diárias.

Conclusão

Ataques cibernéticos são invasões mal intencionadas a sistemas de empresas com a intenção de acessar ou roubar dados importantes para as organizações. Com isso, os cibercriminosos têm o objetivo de conseguir vantagens, especialmente por meio da venda ou da solicitação de valores das empresas para o resgate dessas informações.

Para se proteger, as empresas precisam tomar certos cuidados, como investir na educação dos colaboradores e manter seus sistemas sempre atualizados. Além disso, podem contar com o auxílio de softwares de prevenção para tornar suas operações mais seguras. 

O Whom é exemplo de software que torna o compartilhamento de certificados digitais mais seguro e em conformidade com as legislações vigentes. Conheça e descubra como proteger seus dados e transações.

Continue acompanhando nosso blog para conferir mais dicas de segurança digital!

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